“Não sei amar pela metade, sem exagero. Não sei me conformar com o quase, não sei sonhar meio sonho. Se amo, amo inteiro, me entrego, sinto mais do que deveria. Se amo, amo e protejo, amo e me esqueço da existência de limites. Não sei cuidar só às vezes, não sei me preocupar só com o que devo, não sei não me importar com cada detalhe secreto teu. Se amo, amo intenso, amo ao extremo, amo ao quadrado multiplicado por um zilhão. Não sei amar por partes, com condições. Sou assim, vivo com o coração nas mãos, sou inquieto e não calculo conseqüências. Sou bom ouvinte e vou saber até o que você não diz. Vou te observar, mimar e te cuidar. Quando amo, sou seu, totalmente seu. Porque se amo, amo e pertenço, amo e sofro com tua dor. Se amo, te espero, te guardo, morro e continuo vivo. — Matheus Oliveira.
“E dane-se o que os outros pensam. Eles serão sempre os outros. Nunca vão estar na sua pele, tão pouco, sentirão por você. Essa coisa de sair por aí, querendo agradar sempre, nunca dará certo. As pessoas sempre querem e esperam mais. Mais do que você é, mais do que você tem pra dar. Trilhar um caminho puro e limpo de imperfeições e constrangimentos será absolutamente impossível. Você tem que viver para ser feliz e não para ser comum. A perfeição tá nos olhos de quem ver, de quem sente. Trilhe um caminho só seu e, quem quiser, que acompanhe. — Anderson.
“Ele pode estar olhando as suas fotos. Neste exato momento. Porque não? Passou-se muito tempo. Detalhes se perderam. E daí? Pode ser que ele faça todas as coisas que você faz. Escondida. Sem deixar rastro nem pistas. Talvez ele passe a mão na barba mal feita e sinta saudade do quanto você gostava disso. Ou percorra trajetos que eram seus, na tentativa de não deixar que você se disperse das lembranças. As boas. Por escolha ou fatalidade, pouco importa, ele pode pensar em você. Todos os dias. E ainda assim preferir o silêncio. Ele pode reler seus bilhetes, procurar o seu cheiro em outros cheiros. Ele pode ouvir as suas músicas, procurar a sua voz em outras vozes. Quem nos faz falta acerta o coração como um vento súbito que entra pela janela aberta. Não há escape. Talvez ele perceba que você faz falta. E diferença. De alguma forma, numa noite fria. Você não sabe. Ele pode ser o cara com quem passará aquele tão sonhado verão em Paris. Talvez ele volte. Ou não. —
Caio Fernando Abreu.